Terça-feira, 25 de Janeiro de 2005

Isabel Moreira - Sobre exageros

José Magalhães, que amavelmente respondeu às minhas considerações sobre a Comunicação Social, diz que exagero no que respeita ao “carácter” impresso pelo marxismo e que o Presidente da Republica não desrespeitou a Assembleia, diz ...”A Constituição autoriza dissoluções... não são desrespeito mas parte dos checks and balances num sistema que não é parlamentarista mas misto”.
Não pus em dúvida a constitucionalidade da “substância”, já a “forma” de o fazer foi ao atropelo da Constituição que obriga o Presidente a ouvir os Partidos com assento no Parlamento, a ouvir o Conselho de Estado e só depois, depois, dissolver a Assembleia da Republica. O Presidente Sampaio anunciou a sua dissolução antes de ouvir os Partidos ou o Conselho de Estado e, com total desprezo pela Instituição, fez o anúncio no meio da rua ... a caminho...de sei lá quê. Mas eu nem sequer tinha falado deste pormenor (ou pormaior). Falei da substância. O fim (o alvo) do Presidente da República não era dissolver a Assembleia, nem era demitir o Governo. Era demitir Santana Lopes e para isso usou um meio (de resto o único): dissolver a Assembleia. Pode ter milhentas armas legais para fazer o que fez (Salazar usava-as de igual modo) mas nem por isso deixou de desrespeitar o “voto” que é o garante da democracia.
Como vê “o marxismo imprime carácter: os fins justificam os meios”.
Aproveitando, porque as minhas considerações eram sobre a Comunicação Social, que eu tinha chamado de “séquito de beatas do padreco Francisco Louçã”, deu para ver que não estava enganada! Ainda não vi, ou ouvi ninguém indignar-se com o que o Francisco Louçã disse a Paulo Portas, afirmando que este não tem o direito de falar do direito à vida porque nunca gerou vida. Só Clara Ferreira Alves se indignou, mas... mesmo assim, não pode deixar de elogiar o Bloco como o partido da tolerância!!! Mas qual tolerância? Louçã sempre me fez lembrar o antigo padreco de aldeia. Insinua-se virtuoso. E casto. Aponta o dedo aos diabinhos! Mas quando se chega à aldeia. Ouve-se...”aquele ali? ... esse? esse é filho do padre...”. E as nossas “beatas” com ele ao colo!!! Até Mário Soares!
Estou generosa, hoje, concedendo um “até” a Mário Soares.
Isabel Moreira
publicado por quadratura do círculo às 19:01
link do post | comentar | favorito
|

.pesquisar

 

.Fevereiro 2007

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
13
14
15
16
17

18
19
20
21
22
23
24

25
26
27
28


.posts recentes

. Carlos Andrade - Suspensã...

. Carlos Andrade - Suspensã...

. Teste

. João Brito Sousa - Futecr...

. Fernanda Valente - Mensag...

. António Carvalho - Mensag...

. João G. Gonçalves - Futec...

. J. Leite de Sá - Integraç...

. J. L. Viana da Silva - De...

. António Carvalho - Camara...

.arquivos

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Julho 2005

. Junho 2005

. Maio 2005

. Abril 2005

. Março 2005

. Fevereiro 2005

. Janeiro 2005

. Dezembro 2004

. Novembro 2004

. Outubro 2004

. Setembro 2004

. Julho 2004

. Junho 2004

. Maio 2004

. Abril 2004

. Março 2004

. Fevereiro 2004

. Janeiro 2004

blogs SAPO

.subscrever feeds