Quinta-feira, 13 de Janeiro de 2005

David Estêvão Gouvêa - Resposta à China

O que tem a ver o deficit do orçamento português com a China?
A população da República Popular da China atingiu recentemente os 1,300,000,000! Este número aliado ao facto de o governo chinês ter declarado que tem como objectivo de ter 70,000,000 milhões de chineses a viverem com padrões de qualidade semelhantes à média da UE fazem empalidecer o problema demográfico de Portugal que foi citado (tick tack tick tack) por José Magalhães.
O significado destes dois factos é que os chineses vão querer produzir e exportar para poderem obter todos os tipos de conforto – produzido domésticamente e importado!
Os portugueses têm de alterar o seu pensar estratégico por forma a responder à seguinte pergunta: que produtos é que os chineses vão querer e não conseguem produzir eles próprios mais barato?
Passar a produzir para o mercado chinês, directamente ou indirectamente, produzindo componentes dos produtos finais, tem de ser a decisão estratégica certa do mundo Ocidental.
Porque se não o fizer, as opções são ou o protecionismo que leva a tensões e que implicaria dificuldades com a Organização Mundial do Comercio ou o empobrecimento progressivo.
Para atingir os seus objectivos os chineses têm de produzir com tecnologias baixas e médias a alto volume. Como estão dispostos a aceitar compensação muito mais baixa que os portugueses, todo este tipo de produção irá deslocalizar-se para onde está a maior procura!
Portanto o problema português não é de tipo demográfico ou seja não é uma questão de falta de pessoas, mas sim de sofisticação de produtos e tecnologias.
Por isto o Investimento e a Poupança são fundamentais assim como a Educação e a Formação – é claro que mudar-se a atitude em relação a empregar as pessoas válidas dos 45 aos 70 anos ajuda, mas não resolve o problema por si só.
Também por isto é preciso constitucionalmente obrigar a Orçamentos de Balanço Zero. A Economia de Direita (Positive Economics) opõe-se à Economia de Esquerda (Political Economy) por acreditar que o “monetário” não afecta o “real” e portanto o efeito de “multiplicador” esperado através da criação de deficits é negligenciável. Eu diria que mesmo que assim não fosse não precisamos de deficits pois a UE, através dos fundos estruturais, está a criar o mesmo efeito que teria um deficit segundo os economistas de esquerda. O que está a acontecer em Portugal é perverso: os fundos extra criados pelos deficits e pelos fundos estruturais da UE estão literalmente a ser consumidos em vez de serem investidos em capital que se reproduza.
É este invstimento em capital que se reproduza – tecnologias e educação – que permitiria a Portugal desenvolver produtos ou componentes que os nossos amigos chineses teriam muito gosto em comprar!
David Estêvão Gouvêa


publicado por quadratura do círculo às 17:26
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