Terça-feira, 11 de Janeiro de 2005

Carlos Frota - Eleições ou referendo?

Não serei original - já vi, e em mais de uma ocasião, expressar a mesma
ideia: na verdade, as eleições de 20 de Fevereiro configuram mais um referendo cuja pergunta seria, aproximadamente, esta: "Concorda que ao ex-Primeiro Ministro Pedro Santana Lopes seja concedida a oportunidade de voltar a governar Portugal?" Na campanha para este referendo parece que o mais importante será enfatizar o que se deve ao ex-Primeiro Ministro e ao seu governo. De bom, e de mau. E colocar, nos pratos da balança, o produto da listagem e decidir em conformidade. Haverá sempre quem ache que tal oportunidade deve ser dada - por fidelidade partidária ou porque simpatizam com a pessoa; e haverá quem, tendo em mente que apesar da diversão que representou, nestes meses de gestão santanista, a expectativa de mais um desvario, de uma inconsequência, pensem que regressar a esse passado seria pactuar com a indigência mental. Sinceramente, se neste referendo Santana Lopes obtiver um resultado "honroso" (repare-se: não digo ganhar) será, para mim, motivo de estupefacção. Porque por muito que a campanha que ele e os seus façam tente minimizar a memória dos erros e dos fracassos, aceder a continuar uma gestão perfeitamente caótica não deve caber em cabeças inteligentes. O referendo terá pois, penso, um rotundo "não" - que significará, por certo, um "sim" a José Sócrates. Já o escrevi em anterior "post" - Sócrates merece o benefício da dúvida, e, porque é indiscutivelmente um homem inteligente, saberá que não pode falhar em momento tão crucial como o que o país vive. É o líder eleito de um Partido que teve uma luta eleitoral aguerrida e não ganhou com 99% de votos... Ele sabe que tem a confiança dos seus correligionários mas sabe também que teve oposição e que ela estará vigilante. Quando Ministro do Ambiente, mostrou duas coisas importantes: não vagueou entre o sim e o não e tomou decisões da maneira mais correcta - perguntando a quem sabe. Vai ser o salvador da Pátria? Claro que não, mas pode iniciar a viragem. Espero que a campanha clarifique as opções que o PS apresente para um futuro governo. Neste momento, e perdoe-se-me o chavão, Portugal está primeiro. E porque Portugal está primeiro, não pode correr o risco de voltar a ver uma figura como Santana Lopes como Primeiro-Ministro.
Carlos Frota

publicado por quadratura do círculo às 18:43
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