Segunda-feira, 3 de Janeiro de 2005

David Estêvão Gouvêa - Notícias do maremoto

O chavão da “exploração da tragédia pelos media” é algo que aqueles que se auto consideram intelectuais pensadores gostam de utilizar. Na tragédia do Índico, as imagens e os detalhes informativos que os media nos têm dado vieram modificar o impacte da palavra maremoto no meu subconsciente. Maremoto era uma palavra que eu gostava de dizer, com uma sonoridade parecida com marmota, o peixinho simpático, rolava na boca brincalhona. Hoje é uma palavra dura, que me inspira medo e uma sensação de desespero e desgraça. E não vale a pena falar do não publicitado terramoto da China que matou 100 mill pessoas e não foi noticiado - uma desgraça não justifica outra e se os chineses querem esconder do mundo, como sempre, as suas misérias, devido a um orgulho profundo e histórico, deixá-los. Tal orgulho só os fez perder o seu lugar na historia durante 3 séculos e, se tudo correr bem, só agora está a ser reposto.
Portanto, venha mais informação, mais imagens e mais detalhes e que assim os cidadãos da Terra tenham o direito de pensar e reflectir como melhor entenderem e se acharem que é demais, desliguem - têm esse direito, mas não macem os outros que se querem enriquecer!
Enriquecer é o que Portugal não fará se continuar a discutir, mal, a politiquice. E digo mal porque na discussão da estratégia eleitoral acho que JPP está a esquecer a Lógica. JPP deve rever um pouco do seu von Clausewitz, Machiavelli e Sun Tzu. O PPD/PSD protegeu o seu flanco direito ao impedir que o CDS/PP faça uma coligação ou entendimento com o PS seja qual for o resultado eleitoral. Logo só tem de se voltar para a esquerda e atacar, mantendo o centro do terreno. Assim prevejo que o PSD vai sair com mais retórica acerca dos menos protegidos e dos mais necessitados, da fuga ao fisco e dos abusos ao sistema social, deixando para o CDS/PP toda a conversa da nacionalidade, defesa, produtividade e criação de riqueza. Ficam assim cobertos seja qual for a política de venham realmente a seguir, se ganharem as eleições.
O José Magalhães teve uma frase que é reveladora do estado de probreza da política partidária ao dizer “espere (JPP) pelo manifesto” para ver qual vai ser a contundencia do PS na campanha eleitoral.
Mas será que os partidos não devem ter sempre o seu manifesto em dia?
Para que servem os partidos com responsabilidade de governo se não para terem uma panóplia de alternativas de governação sempre prontas para serem implementadas? Como querem que se possam realizar eleições e mudar de governo em 30 dias se os planos para governar não estão sempre em dia?
Se queremos um país que se modernize para não perder o barco, vamos começar pelos partidos e professionaliza-los para que possam ser verdadeiramente uteis e não só consumidores de recursos.
David Estêvão Gouvêa



publicado por quadratura do círculo às 18:41
link do post | comentar | favorito
|

.pesquisar

 

.Fevereiro 2007

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
13
14
15
16
17

18
19
20
21
22
23
24

25
26
27
28


.posts recentes

. Carlos Andrade - Suspensã...

. Carlos Andrade - Suspensã...

. Teste

. João Brito Sousa - Futecr...

. Fernanda Valente - Mensag...

. António Carvalho - Mensag...

. João G. Gonçalves - Futec...

. J. Leite de Sá - Integraç...

. J. L. Viana da Silva - De...

. António Carvalho - Camara...

.arquivos

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Julho 2005

. Junho 2005

. Maio 2005

. Abril 2005

. Março 2005

. Fevereiro 2005

. Janeiro 2005

. Dezembro 2004

. Novembro 2004

. Outubro 2004

. Setembro 2004

. Julho 2004

. Junho 2004

. Maio 2004

. Abril 2004

. Março 2004

. Fevereiro 2004

. Janeiro 2004

blogs SAPO

.subscrever feeds