Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2004

Fernanda Valente - Justiça para Portas

Não tendo a memória curta, e relativamente ao partido de Paulo Portas, gostaria aqui de tecer algumas considerações em abono da justiça que deve ser feita ao modo como Paulo Portas, na qualidade de secretário-geral do PP, conduziu o entendimento e a prática governativa dos ministérios que lhe foram confiados, viabilizando assim uma coligação que evidenciava, à partida, ter todas as condições para se malograr, pelo menos na opinião das mais cépticos que provinham sobretudo do próprio PSD. Mas assim não aconteceu, apesar das várias tentativas feitas pelo então secretário-geral do PS, Ferro Rodrigues, para minar aquela "relação". Pudemos assim assistir a um curto período de governação auspicioso, cujo desfecho catastrófico foi protagonizado pelo próprio lider do PSD, ao abandonar o cargo e nomear para seu substituto alguém que não estava minimamente preparado para levar a cabo uma tão difícil empreitada.
Paulo Portas é um político hábil e quando há dois anos integrou o governo de coligação, fê-lo numa posição fragilizada, pelas mais variadas razões. Hoje, o mesmo já não acontece, ao longo deste mandato deu mostras de competência e sentido de Estado pela mão de alguns dos seus ministros - e dele próprio - nomeadamente, Bagão Félix, que desenvolveu um óptimo trabalho, sobretudo durante o primeiro cargo ministerial que ocupou.
O discurso "enamorado" do senhor primeiro-ministro, proferido em Assembleia, no final do debate do Orçamento de Estado, quando se dirige à sua pessoa, não será porventura suficiente no sentido de uma nova coligação, quando o que está em jogo é o que aponta para o movimento pendular que oscila entre um projecto de governação à partida fracassado caracterizando-se pela sua ingovernabilidade - situação bastante imprevisível aliás - ou a póstera realidade que culmina com o suicídio político de ambos os partidos.
O contrário de todo este cenário é naturalmente a ida a votos com listas próprias e poder beneficiar dos votos da ala mais conservadora do PSD que decididamente não compactua com a política de Santana Lopes. Mas o futuro a Deus pertence, e a Paulo Portas caberá tomar a melhor decisão, aquela que seguramente melhor servirá os interesses do seu partido.
Fernanda Valente
publicado por quadratura do círculo às 20:10
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