Terça-feira, 9 de Novembro de 2004

Edgard Costa - Software livre e Educação

Alguns ténues sinais têm vindo do poder político em Portugal no sentido de adoptar o software livre como alternativa ao software comercial, quando isto é possível ser feito. Mas, em minha opinião, ainda são muito mudos estes sinais e a repercussão destes movimentos tem tido alcance limitado.
Hoje já existem, no mercado global, programas de computador que são de utilização pública e gratuita, dentro de um contrato que garante o direito do autor. Muitos deles têm um nível de qualidade excelente, em muitos casos em português, e que só não são utilizados em maior escala pelo incómodo que a mudança de hábitos proporciona, por algum preconceito em aceitar de graça aquilo que podemos pagar ou pelo simples facto de não sabermos que eles existem.
Porém, num país que se vê à braços com dificuldades económicas estruturais, prescindir deste benefício que nos é oferecido, é um luxo que não podemos ter. É decepcionante assistir, por um lado, um discurso em tom grave quando se fala da situação económica do país e, por outro, programas do governo que propõem a criação de 1000 salas de aula TIC, com o Linux apenas como alternativa.
Sigamos, pois, o exemplo da Extremadura onde cerca de 120 escolas já têm um computador para cada dois alunos e onde estão a ser colocados 80.000 computadores nas escolas. Tudo fornecido exclusivamente com software livre. Fizeram mesmo uma distribuição própria de Linux, o Linex.
Não estamos pensando somente nos aspectos tecnológicos que envolvem a utilização do software livre na educação e na função pública, pois estes já são mais do que conhecidos no mercado, tanto no que diz respeito à qualidade, quanto à quantidade da oferta. Estamos pensando, também, nos imediatos benefícios sociais e económicos que um empreendimento desta envergadura possa proporcionar para Portugal, pela diminuição do custo em licenciamento de software que isso proporcionaria.
Países europeus com a economia sólida como a Alemanha, Reino Unido, França ou Espanha já compreenderam estes benefícios e começaram a utilizar o software livre em larga escala, na educação e na administração pública.
Aqui em Portugal os movimentos dados nesta direcção ainda são passos incipientes, mas já se começa a perceber nitidamente preocupações neste sentido, tanto do Ministério da Educação, que incluiu o ensino de Linux, embora ainda como alternativa, no recentemente homologado programa da disciplina TIC, quanto pela Assembleia da República com sua resolução nº 66/2004.
Edgard Costa
publicado por quadratura do círculo às 11:58
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