Quarta-feira, 3 de Maio de 2006

Carlos Lima - Avaliar deputados

(...) Os deputados que faltaram, salvo os que o fizeram por motivo justificável (caso do deputado António Pires de Lima, do CDS-PP, presente no referido programa de televisão, que fora pai naquela altura), apenas o fizeram por um único propósito: estiveram literalmente a borrifar-se para as suas obrigações e quiseram, isso sim, gozar umas belas mini-férias e o país… que se lixe! Diga-se em bom português.
Toda a gente sabe que os políticos em geral, salvo honrosas excepções que confirmam a regra, fazem, e sempre fizeram, o que lhes apetece. Ninguém os controla. Basta olhar para as sessões plenárias, tantas e tantas vezes às moscas, ou quase. Dir-me-ão que estão ocupados com outros afazeres (o que é que será mais importante nas funções de um deputado do que a sua participação na aprovação de leis?).
(...) Que moral tem esta gente – deputados, entenda-se – para vir à praça pública pedir aos cidadãos um esforço acrescido, um aumento de produtividade, (mais) um apertar de cinto…? Desde que me lembro ser gente que ouço dizer que o exemplo vem de cima.
Bom, mas para que depois não me acusem de ser mais um zombador dos nossos tão imaculados e trabalhadores deputados, proponho, a seguir, uma solução para que, de uma vez por todas, se dissipe esta suspeita (infame) levantada contra estes profissionais.
uncionário público é aquele que trabalha para o Estado, desempenhando uma determinada função para a qual recebe uma remuneração paga pelos cidadãos contribuintes. Certo? Assim sendo, um deputado é um funcionário público, um profissional do Estado, ou não é? Não me venham dizer que se trata de um caso especial! É tão especial como um médico do Serviço Nacional de Saúde, um juiz, um polícia, um qualquer funcionário de uma qualquer repartição pública. É um profissional ao serviço do Estado. Ponto final.
Então, prossigamos com o meu raciocínio. Como é sabido, está a ser implementado um sistema de avaliação dos funcionários públicos (alias, sistema esse em cuja concepção/aprovação participaram os ditos). Pois bem, se é assim e se um deputado é um funcionário público, que aderiu à sua profissão voluntariamente (é bom que se diga), crie-se também para eles um sistema de avaliação, estabeleça-se objectivos concretos para cada deputado e proceda-se à sua avaliação em conformidade, devendo ser esta, obviamente, executada por uma entidade externa ao círculo político e o mais autónoma e imparcial possível, e publique-se os resultados. Quem não deve, não teme, diz o povo.
Com uma avaliação concreta, como se faz em qualquer profissão (que o digam muitos dos profissionais do sector privado, cujo emprego tantas vezes depende da sua avaliação), os eleitores poderão, efectivamente, fazer a sua avaliação dos políticos que elegeram, no final dos seus mandatos, como qualquer entidade patronal faz aos seus funcionários (ou não serão aqueles quem paga o salário dos funcionários públicos, incluindo deputados?). Além disso, servirá também para os deputados provarem, de forma inequívoca, que, afinal, são bons trabalhadores e o que se tem dito deles é uma tremenda injustiça, promovida por uns tantos “caça-deputados” que andam para aí a denegrir a classe política.
Carlos Lima






publicado por quadratura do círculo às 18:56
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