Segunda-feira, 25 de Outubro de 2004

Renato Godinho - O Caso Liberdade

Desde que tomou posse, Pedro Santana Lopes ainda só conseguiu fazer uma coisa: meter os pés pelas mãos. Têm sido tempos difíceis para o líder do Partido da Lapa, que tem revelado não ter qualquer tipo de aptidões para liderar um Governo de um país que se quer moderno. Nem sequer para liderar um executivo composto maioritariamente por personalidades que pouco ou nada têm que ver com as pastas de que são titulares. O Governo não tem mostrado articulação. O que diz hoje um Ministro, é amanhã desdito por um seu colega. São muitas "barracas" para um bairro que conta apenas com cerca de 4 meses de existência. A barraca "Refinaria de Matosinhos", a barraca "Colocação de Professores" e mais recentemente a barraca "Caso Marcelo", que se tem transformado no "Caso Liberdade".
O último episódio desse "Caso Liberdade" tem envolvido a RTP. Temos de tirar o chapéu ao Ministro Morais Sarmento por ter definido um projecto para tirar a RTP e RDP do desnorte económico e qualitativo em que se encontravam. A RTP de hoje é totalmente diferente da que tínhamos até há dois anos atrás e isso devemos políticamente ao Ministro de Estado e da Presidência, que tutela as operadoras televisiva e radiofónica do Estado.
Mas também é verdade que este mérito não dá o direito de se condicionar a independência dos conteúdos de informação e programação de uma Estação de Televisão, seja ela pública ou privada. E foi isso que o Ministro Morais Sarmento deu a entender nas declarações que fez no Parlamento. Televisão do Estado não é sinónimo de Televisão do Governo. Nos termos da Constituição de 1976, a República Portuguesa é um estado de direito democrático, baseado na soberania popular e na garantia dos direitos e liberdades fundamentais e no pluralismo de expressão e organização política democráticas. O Governo é o orgão de soberania ao qual cabe a condução da política geral do país, sendo o orgão superior da administração pública.
Se já era sabido que este Primeiro-Ministro sempre alicerçou a sua carreira político-desportiva na Comunicação Social, poucos imaginariam que Pedro Santana Lopes, com já tão vasta experiência de relacionamento com o poder dos Media, caísse no erro em que está a cair. O feitiço está a virar-se contra o feiticeiro. Se não, vejamos: Marcelo Rebelo de Sousa conseguiu calado o que José Socrates, Carlos Carvalhas e Francisco Louçã não conseguem por muito que abram a boca, e todos os comentadores, opinadores e afins que hoje escrevem e falam nos diferentes meios de Comunicação Social, arrasam Santana Lopes, Morais Sarmento e Rui Gomes da Silva. A minha opinião é que o "nosso" PM anda a influenciar-se em quem não deve. Aquelas declarações "bushistas" ao país com a fotografiazinha papal como pano de fundo e estas "movimentações manipuladoras" à boa maneira de Berlusconi, fazem crer que Santana ainda é um adolescente em matéria de Governação a sério!
É caso para dizer que a maior oposição deste Governo é o próprio Governo.
Renato Godinho
publicado por quadratura do círculo às 13:18
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