Quinta-feira, 7 de Outubro de 2004

Mário Patrício - Demissão de Marcelo

Foi com muito desagrado que vi a notícia na net que o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa se tinha demitido das suas funções como comentador da TVI.
E fiquei preocupado. Fiquei nesse estado pois, apesar de ter 29 anos e de já ter nascido em liberdade, lembra-me de certas histórias que me chegaram aos ouvidos do tempo da outra senhora. Os meus pais, e logo os dois apesar de viverem em vilas diferentes, viram histórias infantis escritas por eles para jornais da povoação serem reescritas, cortadas ou censuradas. Isto depois de algumas pessoas, o padre por exemplo, terem conversado com os meus avós.
Não sendo da cor política do Prof. Marcelo, e por consequência não concordar com muitas das suas ideias, era e é uma pessoa que me agrada ouvir, especialmente quando o assunto transcendia a política. Mas fiquei sempre com a sensação que se algum personagem do nosso espectro político fazia alguma coisa bem, era muito difícil ao Prof. falar mal desse acto. E isso dava a garantia ou uma boa sensação de segurança que pelo menos dessa vez tinhamos, como País, caminhado na direcção certa.
A demissão do Prof. Marcelo pode ser lida de duas maneiras diferentes. A mais óbvia é que não agradou a Santana Lopes a utilização da arma, tantas vezes por ele manipulada, contra ele (faz lembrar os EUA com armas de destruição massiva a querer proibir os outros paises de as terem), e portanto fez queixinhas ao País e ao patrão do Prof. que lhe foi logo pedir para ser mais brando nos comentários. Isso foi contra a dignidade do Prof. e demitiu-se tal como muito boa gente faria e o próprio Santana Lopes ameaçou quando lhe chamaram Marreta.
A segunda é mais conspirativa: o Prof. movido pelo ódio que aparenta ter a Santana, depois da polémica gerada pelo Ministro dos Assuntos Parlamentares, dá xeque-mate. Demite-se sem explicações e põe a cabeça de Lopes no cepo da guilhotina.
A primeira forma é preoucupante. Volta a censura, ainda que seja pela calada, ao nosso Portugal.
A segunda... só tem uma resposta. Eles que são gregos que se entendam. E o País tem que andar para a frente.
Mário Patrício
publicado por quadratura do círculo às 17:13
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