Terça-feira, 28 de Setembro de 2004

Paulo Correia - Ainda a escola

Parece nos tempos que correm que a "distribuição de professores" é a principal obrigação do ministério da educação.
A meu ver estamos perante o reflexo de um erro que a nossa sociedade criou nos ultimos anos.
Entendo que a principal obrigação do poder instituído (conceito mais abrangente que o poder político) é a educação dos nossos jovens.
Os actuais alunos do nosso sistema de ensino, enquanto cidadãos de pleno direito e principalmente tratando-se da futura "mole social" que terá como principal referência o passado histórico que iremos deixar, merecem sem dúvida o melhor de nós próprios.
E não tenho tembem dúvidas de que, quando pertencerem à faixa etária dos "cotas" de hoje, virão a orgulhar-se de nós assim como nós, mesmo os que fomos irreverentes, acusadores e até insultuosos para com os nossos "velhos" nos orgulhamos hoje do passado recente e somos os maiores defensores do legado que nos deixaram, procurando até justificar os erros cometidos com o "enquadramento socio-cultural da altura".
Recai assim sobre todos nós, pais, professores, dirigentes e dirigidos, políticos do poder e da oposição e mesmo sobre quem não têm filhos a enorme responsabilidade egoísta de perpetuarmos a nossa sociedade.
Suponho que toda a focagem do sistema de educação deveria ser sobre o educando mas tenho a convicta opinião de que neste momento se caiu num pântano lodoso em que os direitos justamente adquiridos pelos professores, a manutenção das necessárias hierarquias funcionais, a indispensável edição de livros escolares, a democrática orientação política do sistema e até a importantíssima divulgação publica das situações se tornaram na verdadeira razão de ser de tantos erros acumulados.
Continuo sem compreender, mas após tanto tempo de antena deve ser por alguma deficiência mental, como é possível no Portugal do terceiro milénio as escolas não terem equipas docentes estáveis, o preço dos livros escolares ultrapassar o ordenado mínimo nacional, os professores acusarem as famílias de falta de educação em casa, os pais acharem que os professores estão desmotivados, os ministros pensarem sempre fazer melhor que os anteriores.
Finalmente acho que os estudantes devem ser unicos que têm razão quando afirmam à boca cheia que é uma m... a escola mas o pessoal é fixe. Nós tivemos porventura menos razão quando dissémos o mesmo.
Paulo Correia (aluno rebelde da década de 70 do século passado)
publicado por quadratura do círculo às 19:30
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