Quinta-feira, 13 de Abril de 2006

Maria Isa - Diplomacia e migrações

A propósito do despropósito com que o nosso ministro dos Estrangeiros se desdobrou para defender o indefensável no Canadá, recordo o espanto com que assisti a uma entrevista recente do nosso embaixador no Brasil à jornalista Maria João Avilez. Imagine-se que o resultado que Sua Exa achou dever realçar da sua acção há 1 ou 2 anos em Brasília, foi a regularização da situação dos imigrantes brasileiros ilegais em Portugal. Se o Embaixador de Portugal no Brasil trata dos brasileiros imigrados em Portugal, quem trata dos portugueses imigrados no Brasil? É que para português se estabelecer no Brasil, ou é reformado com + de 2000 €/mês que tem de transferir para lá ou tem de fazer num banco brasileiro um depósito de US$50.000( agora porque, antes, eram US$200.000) e isto não garante que o visto será aprovado. A decisão é arbitrária e o processo de tal modo complicado, exigente, demorado e caro que dá para fazer desistir o mais paciente. Para além de que, frequentemente ( não sempre, felizmente ) o portuguès não é muito bem atendido pelas entidades oficiais brasileiras.
Seria bom lembrar a nossa diplomacia que democracia deveria rimar com legalidade e, portanto, para começarem a preocupar-se com os imigrantes portugueses que, querendo cumprir a lei, vêem toda a espécie de entraves às suas pretensões nos países onde se querem estabelecer. E deixar os problemas dos imigrantes em Portugal para as diplomacias dos respectivos países.
A título de curiosidade, refiro o caso de um telefonema que fiz,no verão passado, para o Consulado de Portugal em São Paulo para obter uma informação e, perante explicação mais detalhada que solicitei, levei com o telefone na cara! Isso mesmo.
E, para anedota, há mais. Estando para regressar de São Paulo, para onde tinha levado animal de companhia, telefonei para o nosso consulado para saber da documentação exigida na entrada em Portugal. Informaram-me que, desde maio desse ano, já não se ocupavam desses assuntos e que eu deveria telefonar para Portugal para um nº de telefone que me deram. Assim fiz. Da direcção-geral ou coisa parecida que me atendeu, disseram-me, claro, que essa informação era dada pelo Consulado no Brasil. Expliquei a situação e, então, deram-me outro nº de telefone para eu falar mais tarde, Assim fiz e desse nº, depois de me fazerem esperar uns 15mn, disseram-me que, naquela altura, não estava ninguem que me soubesse informar. Por fim, telefonei para a veterinária portuguesa do animal, que me deu todas as informações de que eu precisava. Isto é um português a tratar do problema. E se for um estrangeiro que não fale português nem conheça veterinário em Portugal?
Será que as 333 medidas contemplam a correcção destas situações?
Maria Isa

publicado por quadratura do círculo às 17:13
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