Terça-feira, 6 de Julho de 2004

Rui Silva - Questão de motivação

(...) Hoje que o Euro é já só lembrança, importa rever o que ele foi.
Desse comentário, emanava a dúvida, tão portuguesa, sobre a concretização das afirmações feitas então por um governante, acerca da perspectiva de irmos conseguir realizar o melhor Europeu de todos os tempos.
Hoje, há-que reconhecê-lo as afirmações não eram visionárias.
Se foi o melhor ou não, pouco importa; mas foi muito bom, faça-se a justiça de o reconhecer e dizer.
Mas, parece-me que nem mesmo as melhores previsões, prediziam o que realmente aconteceu.
Deverão tirar-se ilações sobre aquilo que ficou.
Futebolisticamente falando perdemos, porque não ganhámos a final contra os gregos. Ganhámos, contudo, uma selecção e, aproximámo-nos daquilo que Cândido dos Reis, senão me engano, dizia que era a equipa de todos nós.
A euforia, que sustentava grande parte dos portugueses, desvaneceu-se, esbateu-se na hora da derrota.
A alegria deu lugar à nostalgia, tão típica do português.
Mas alguma coisa ficou.
Melhor, muita coisa ficou.
E, dessa que ficou, deve realçar-se pelo menos uma realidade:
- O acto de mobilização de um povo, ainda que suscitado pelo futebol, é um garante de qualidade desse mesmo povo. Quando quer e está motivado, tem atitude, tem querer, tem vontade.
De resto, a atitude deste povo já tinha aparecido nos últimos tempos, aquando de Timor.
Ainda que em circunstâncias diferentes, também essa atitude ficou demonstrada durante a Expo 98.
A capacidade de organização do evento Euro 2004 foi um dado adquirido. Quem planeou e executou as tarefas demonstrou que somos capazes - tiveram igualmente atitude.
Como corolário desta realidade fica a dúvida:
- Porque será que os portugueses cultivam o miserabilismo, que não somos capazes, que não vale a pena?
Penso que a resposta está implícita nas premissas da realidade descrita; falta-nos motivação para termos atitude.
O grave da questão é saber quem tem a responsabilidade de dar motivação ao povo português.
Ao povo que elege, não se pode exigir que defina as politicas de uma nação.
Os eleitos, esses sim, devem defini-las e suscitar a motivação.
Apareça ela e teremos povo.
Porque este povo, se motivado para grandes causas, tem atitude.
Rui Silva
publicado por quadratura do círculo às 17:38
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