Terça-feira, 6 de Julho de 2004

Rui Silva - Classe política doente

O título deste comentário poderia ser: O País enlouqueceu.
Contudo, parece-me que seria desajustado e injusto para Portugal.
Poderia ser, isso sim: Os portugueses enlouqueceram.
Mais uma dúvida, contudo, se levanta porque seria injusto colocar todos os portugueses neste saco de loucos.
Resta-me pois, um título: a Classe Politica dirigente está doente.
Este arrazoado prende-se, naturalmente, com os últimos acontecimentos de que tive conhecimento pela comunicação social, essa força “institucional” incontrolável, que nos diz o que se passou, o que se vai passar ou o que gostaria que se passasse.
Os portugueses foram, nos últimos tempos, espectadores impotentes mas opinantes de casos judiciais (de que são exemplos a Casa Pia e o Caso Moderna), de programas eleitorais prometidos e não cumpridos, sentiram na pele a recessão, esmoreceram e exacerbaram com o futebol, desiludiram-se com a Educação e a Saúde e, agora, com o Governo legítimo que existe mas parece que não.
Os portugueses, perante tanta ambiguidade, parece que perderam a coerência.
Alguns dos seus mais ilustres filhos, aqueles que real ou hipoteticamente detêm o poder, surpreendem-nos diariamente e, nem sempre pelas melhores razões.
Enleiam-se num labirinto de controvérsias, de oportunismos, de consistente incoerência.
Dão primazia na acção politica às frases já gastas do tipo:
- O que é verdade hoje, não o é amanhã;
- O que eu disse não foi bem isso;
- O interesse nacional sobrepõe-se sempre aos interesses pessoais ou dos grupos.
O que em resumo pode consubstanciar-se, generalizando como convém, em:
- O que se diz não é o que se faz.
Perante isto, acho que os portugueses que “não têm nome” e aqueles que têm coerência nas posições que assumem, devem manifestar-se colocando “bandeiras”, tão em moda, sinais dizendo basta.
Exija-se à classe politica que tenha valores elevados, coerência na acção e atitude positiva, não em seu nome mas em nome da democracia portuguesa.
Os exemplos devem, como se diz, vir de cima e, pensando que os políticos são os que traçam as linhas orientativas dum país, sufragadas naturalmente pelos eleitores, que sejam genericamente um exemplo, que permita “castigar” os que o não forem.
Não se pode exigir aos que “não têm nome” que cumpram os valores que aqueles esquecem.
Rui Silva
publicado por quadratura do círculo às 13:30
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