Quarta-feira, 17 de Março de 2004

Mário Feliciano - Debate sobre Avelino Ferreira Torres

Sou (ou era) há muitos anos ouvinte do Flashback na TSF, e agora, com o seu
desaparecimento, passei para a Sic notícias, onde continuo a ouvir-vos com
muita atenção, embora ache que por vezes os intervenientes usem uma
linguagem que só eles entendem. Há uma certa tendência de olhar para o
próprio umbigo e, nesse particular, o Dr. Pacheco Pereira destaca-se muitas
vezes com expressões cujo significado é completamente imperceptível, a não
ser talvez para o próprio.
Mas o motivo desta mensagem prende-se com o programa (Nota: em que se falou de Avelino Ferreira Torres) e o comportamento inqualificável do correligionário do Dr. Lobo Xavier.
Compreende-se o seu embaraço em criticar de forma veemente o seu companheiro
de estrada, mas espalhou-se ao comprido quando tentou fazer um paralelo
entre aquela palhaçada que todo o país viu na TV (excepto o 1º ministro) e
os comportamentos dos agentes desportivos durante os jogos. E espalhou-se em
vários aspectos:
1º - Quando os jogadores, treinadores ou dirigentes rodeiam os árbitros e
estes recuam, isso acontece normalmente no calor do jogo e, embora não seja
aceitável, é pelo menos mais compreensível do que o que fez Ferreira Torres.
Convém lembrar que ele frisou que o seu comportamento foi premeditado.
2º - Já agora, convém esclarecer o recente Dragão de Ouro de que em Portugal
só existe memória de um árbitro a fugir de jogadores, exactamente com os do
seu clube. Ficou célebre uma supertaça em Coimbra entre Benfica e Porto em
que o sr. José Pratas quase batia o record dos 100 metros planos à frente
dos jogadores do Porto, após um golo do Benfica. João Pinto e Fernando Couto
quase o comiam. Nunca se tinha visto tal coisa e não se voltou a ver.
Portanto, convém sabermos do que estamos a falar quando dizemos certas
coisas. O dr. Lobo Xavier ou não sabia, ou não lhe convinha dizê-lo.
3º - Mesmo que se admita que é frequente os agentes desportivos cometerem
tais excessos, não se pode usar isso como desculpa neste caso porque (e se
calhar Lobo Xavier também não sabe) Ferreira Torres era dirigente do Marco
até à 6ª feira antes do jogo em causa. Ou seja, não pode ser castigado como
dirigente porque fugiu com o rabo à seringa, de modo a não ficar sob a
alçada da justiça desportiva. O que confirma que foi tudo premeditado.
4º - Não sendo dirigente desportivo, não foi nessa qualidade que fez o que
fez, mas sim como adepto ou como presidente de Câmara. E nesse caso não
tinha o direito de estar onde estava. Aquela é uma área reservada aos
intervenientes no jogo. Como adepto, obviamente, tinha que ser preso.
Portanto, dr. Lobo Xavier, quando falar destes assuntos convém primeiro
estar informado, para saber do que é que está a falar e não tentar
justificar o injustificável. Se não sabe, é melhor não dizer nada e ficar-se
apenas pelo embaraço.
Mário Feliciano
publicado por quadratura do círculo às 19:16
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