Terça-feira, 27 de Janeiro de 2004

Luís Jerónimo - Administração Pública

Boa tarde,
Já lá vão uns anos que sou um admirador do vosso programa (SIC, TSF e agora SIC Noticias). Por isso permitam-me o desabafo pela estupefacção e tristeza com que fiquei ao ouvir o programa.
Fiquei a saber o que pensam os representantes da coligação no poder neste momento, pessoas com quem me identifico politicamente, que admiro, respeito e que tenho como referências dos seus partidos, sobre os trabalhadores da Função Pública.
Mas vamos ao assunto. Fiquei a saber que os trabalhadores da Função Pública são uns privilegiados porque não só temos a segurança do emprego (será que os trabalhadores do sector privado não sabem as regras com que contam?) como somos uns privilegiados ao nível financeiro (lembro que já não sou aumentado há dois anos e que perco poder de compra no mínimo há 4 anos, que não tenho comparticipação de lucros e que não tenho incentivos trimestrais/anuais).
Para entrar para o Estado (sou professor), precisei de concorrer (concurso a nível nacional) e assim continuei todos os anos até atingir a escola com que mais me identificava e que mais próximo ficava da minha residência (processo que demorou mais ou menos 18 anos).
Para subir na carreira, sou submetido a uma avaliação, pelo Conselho Pedagógico, por intermédio de um relatório crítico abrangendo os anos em que estive no escalão (obrigatoriamente submetido a formação pessoal - malfadados créditos...).
Sempre que estive a exercer a minha profissão longe de casa, não tive um único subsídio (além do subsidio de refeição) a não ser o de sobrevivência dado pela minha família.
Muitas vezes exercemos a nossa profissão em situações difíceis (calor, chuva, vento, frio, falta de material apropriado, etc.)
Será que não vêm que somos nós os que efectivamente estamos a pagar esta crise? Nós os que ganhamos mais do que € 1 000 por mês e que trabalhamos para o Estado.
Mas para vos abrirem os olhos aí estão os resultados da maior greve de sempre dos trabalhadores da Função Pública.
Mas - admirem-se.. - somos iguais a milhares e milhares de outros trabalhadores portugueses: temos também a prestação da casa, a farmácia, o vestuário, a alimentação, o telefone, etc., a pagar mensalmente.
Um País constrói-se com uma classe média forte e nunca contra ela.
Nota: Claro que não estou aqui a “falar” dos trabalhadores que têm salários de miséria, dos que têm salários em atraso e dos desempregados (que infelizmente neste país cada vez são mais).
Um abraço e continuem com esta lufada de ar fresco, ao domingo, que é o vosso programa.
Cumprimentos com a promessa de que dentro em breve receberão um outro e-mail, com um tema para proposta de discussão no programa.
Luís Jerónimo
publicado por quadratura do círculo às 18:32
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