Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2004

Posição Sobre Aborto (Luís Gagliardini Graça)

Exmos Senhores.
Assisti ao V. programa do último Domingo. Gostaria que me pudessem dizer algo sobre a questão da "posição sobre o aborto como uma questão da consciência de cada um".
Na verdade, concordo com o Dr. Lobo Xavier quando manifesta a posição - que ainda não vi contrariada de forma lógica e racional - que não se pode olhar para questões ligadas à dignidade ou à vida humana deixando-as ao critério de cada um.
Penso que uma análise racional e sincera - como a que, as mais das vezes, todos os intervientes no programa nos habituaram a fazer - passa por uma resposta às seguintes questões concretas, o que muito agradecia que pudessem, cada um de Vós, fazer:
1. Um embrião é ou não um ser vivo, da espécie humana, diferente até do ponto de vista genético da sua Mãe?
2. O seu destino natural é, ou não, o nascimento?
3. O que é que distingue (do ponto de vista de individualidade e possibilidade da sua "eliminação") um embrião com 10 semanas de gravidez de um embrião com 11 semanas?
4. Como explicar que uma mulher possa abortar sem que o pai da criança tenha qualquer possibilidade de defender a vida do seu bebé?
5. Sabiam que à 6ª semana de gravidez já se pode ouvir, com clareza e facilidade, o bater do coração de um bebé?
6. Sabiam que à 7ª semana já são visíveis as feições labiais do bebé, incluindo boca e língua, que os olhos já têm retina, que o bebé já se mexe e já tem um tipo de sangue diferente do da Mãe?
7. Sabiam que à décima semana o coração do bebé é muito parecido com o de um recém nascido e que todos os órgãos do bebé já estão formados, precisando apenas de crescer?
8. Sabiam que na Idade Média, quando o aborto era permitido, o era com base na ideia que cada espermatozoide era um ser humano em potência e que utilizava apenas o corpo da mulher para se desenvolver, não se estabelecendo, assim, a distinção entre essa célula e o embrião?
9. Sabiam que quando os cientistas, nomeadamente em Inglaterra, tomaram conhecimento da realidade, de imediato iniciaram um movimento do sentido de não ser permitido o aborto ( e que, portanto, não se tratou de um movimento religioso?)?
10. Como se poderá justificar, de um ponto de vista lógico e racional (que é aquele a que Vs. Exas. nos habituaram) que, sem que seja necessário apresentar qualquer justificação e até independentemente da vontade do pai, se possa interromper este trajecto que, naturalmente levaria este novo ser VIVO (tão vivo como qualquer outro ser vivo da natureza) e HUMANO (tão humano com eu ou Vs. Exa.s) que já existe, tem coração que bate e corpo que sente a dor, ao nascimento? Se este novo ser humano existe, nao percebo como se pode deixar à consciência de cada um fazer-lhe parar o coração que já bate.
Aguardando os comentários que entendam fazer, apresento os meus melhores cumprimentos e felicito todos pelo excelente programa em que intervêm.
Luís Gagliardini Graça
publicado por quadratura do círculo às 18:18
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