Terça-feira, 3 de Outubro de 2006

Fernanda Valente - Segurança Social

A globalização da economia é hoje uma realidade à escala mundial. E, quando hoje nos referimos a uma economia integrada estamos necessariamente a contextualizá-la nesse fenómeno que é o funcionamento abrangente da economia mundial envolvendo as grandes redes do sector produtivo aliado ao desenvolvimento tecnológico,  o conhecimento no plano da gestão e competências funcionais com destaque para a tecnologia da informação, e, como não podia deixar de ser, a livre e significativa  movimentação de capitais à escala planetária.
O mercado de capitais é, assim, hoje uma realidade e está presente nos vários círculos económicos, através dos fundos de investimento de maior ou menor risco dependendo do perfil do investidor. Uma carteira de fundos bem gerida assenta na diversificação do investimento e, por conseguinte, na escolha de mercados,  oferecendo-se actualmente um vasto leque de opções em que o mercado accionista passou para um plano secundário.
Enfim, como já deu para perceber, o meu objectivo é tentar convencer os mais incrédulos de que já lá vai o tempo em que o investimento mais seguro era o de colocar o dinheiro debaixo do colchão. Por outro lado, é muito provável que o aeroporto da Ota venha a ser construído com a ajuda de um fundo de investimento imobiliário, infra-estrutura da qual todos iremos mais tarde beneficiar. Apelidar depreciativamente de “modernas”  as soluções que globalmente se nos apresentam com vista a tornar possível o nosso desenvolvimento e inovação enquanto país de primeira linha que queremos ser, é mostrar uma certa ingenuidade traduzível no alcance de um qualquer objectivo estratégico e/ou pontual cuja compreensão nos ultrapassa.  
A proposta de reforma da segurança social apresentada pelo governo está cheia de boas intenções, (desde já fazer incidir o cálculo sobre as contribuições feitas ao longo da vida activa do contribuinte, parece-me uma medida bastante positiva e mais justa), no entanto, irá adiar o problema por mais alguns anos na falta de uma solução de fundo, a não ser que a nossa economia crescesse de uma forma inesperada, que o investimento produzisse um alto índice de empregabilidade, que, do ponto de vista demográfico, os índices de natalidade subissem em flecha, tudo isto partindo do princípio de que os nossos jovens, depois de formados, não “fugiriam” para outras paragens.
 
Fernanda Valente
publicado por Carlos A. Andrade às 16:52
link do post | comentar | favorito
|

.pesquisar

 

.Fevereiro 2007

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
13
14
15
16
17

18
19
20
21
22
23
24

25
26
27
28


.posts recentes

. Carlos Andrade - Suspensã...

. Carlos Andrade - Suspensã...

. Teste

. João Brito Sousa - Futecr...

. Fernanda Valente - Mensag...

. António Carvalho - Mensag...

. João G. Gonçalves - Futec...

. J. Leite de Sá - Integraç...

. J. L. Viana da Silva - De...

. António Carvalho - Camara...

.arquivos

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Julho 2005

. Junho 2005

. Maio 2005

. Abril 2005

. Março 2005

. Fevereiro 2005

. Janeiro 2005

. Dezembro 2004

. Novembro 2004

. Outubro 2004

. Setembro 2004

. Julho 2004

. Junho 2004

. Maio 2004

. Abril 2004

. Março 2004

. Fevereiro 2004

. Janeiro 2004

blogs SAPO

.subscrever feeds