Quinta-feira, 19 de Outubro de 2006

Pedro Santos - Impostos e qualidade

Tenho descoberto pequenas "aberrações" no funcionamento deste nosso país que me deixam pensativo. Quantos impostos temos nós de pagar para saciar a incessante máquina do Estado.
Não é preciso um génio para perceber que somos taxados vezes e vezes sem conta no mesmo produto e nos mesmos serviços.
A ter em consideração:
1º - Imposto Automóvel - Este imposto incide sobre o valor base e depois incide o IVA sobre o conjunto dos dois; 2º - Taxas moderadoras - Os serviços existem (estruturas e recursos humanos) porque pagamos impostos, depois pagamos para utilizar os serviços; 3º - Todo o tipo de certidões (Finanças, Tribunais, Conservatórias,...) - O mesmo dos hospitais, pagamos para existirem e pagamos para utilizar; 4º - Compramos uma casa e acredito que também compro o terreno por baixo dela - Depois pagamos uma taxa municipal por utilizar os passeios e estradas, mas as estradas e passeios são construídos com os nossos impostos; 5º - Compramos carro - Depois pagamos Imposto de Circulação Automóvel para utilizar as vias criadas com o dinheiro de todos nós.
Se calhar, continuando este exercício, encontraria mais situações análogas. Não estou com isto, contudo, a dizer que algumas situações não deveriam existir, mas em tão grande escala e aplicado a tudo, parece-me exagerado. Por este caminho, as pessoas, qualquer dia, também terão de pagar um Imposto de Circulação, um Imposto de Respiração, um Imposto de Pensamento, em suma, um Imposto pelo simples facto de serem e existirem.
Assim, não dá motivação ser cidadão, pois a nossa liberdade está em muito diminuida. Se pagamos tantos impostos directos e indirectos, ao menos que os serviços sejam geridos como os privados, em termos de eficiência, rentabilidade e produtividade. Os colaboradores dos serviços públicos serem monitorizados de forma eficaz, serem mais polivalentes dentro de cada serviço, e não fazerem as pessoas esperarem 60 minutos ou mais, e vermos 5 sairem para o pequeno-almoço ao mesmo tempo. Promoverem o brio profissional respeitando quem espera, demonstrando mais celeridade de movimentos nas áreas comuns, e não "passear" nos serviços à vista de todos. Os chefes de serviço dessensibilizarem conversas inócuas, ou menos inócuas, à frente de quem espera e desespera, provocando por vezes a "ira" dos que observam, criando situações desagradáveis de confronto.
Por tudo isto, acho que os impostos que pagamos são exagerados; por tudo isto é que a imagem dos funcionários públicos em geral é tão degradada. A formação dos chefes de serviço deve ser acima, mas como é isso possível, se muitas vezes foram colegas de serviço? Onde poderá estar a autoridade de quem quer "mandar" sem causar distúrbios entre colegas, se eles mesmos já foram assim?

Pedro Santos

publicado por Carlos A. Andrade às 19:32
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