Terça-feira, 4 de Abril de 2006

José Duarte Amaral - Deixem-me sonhar

Tal como em termos de solidariedade social, é muito importante a real existência, por todo o país, de Instituições de cariz Cultural, Recreativa, Desportiva, Educacional e Social (entre outras), dirigidas pelos chamados “carolas”, ou seja, por cidadãos ao serviço de outros, abnegadamente, os quais se substituem (as Instituições e seus dirigentes) ao Estado que, por sua vez e com fundamento no consagrado na Constituição da República Portuguesa, tem o dever de proporcionar espaços condignos aos cidadãos, nomeadamente aos mais carenciados, onde possam passar o seu tempo de lazer, mas… com motivação, através de actividades desenvolvidas nas Instituições da sua cidade, vila ou povoação (pequena que seja), uma vez que, infelizmente, a maioria dos portugueses ainda não têm o mínimo de comodidades dentro dos “telhados” que habitam (muitos dos quais, sabe-se lá como!) e, muito menos, acesso aos Ginásios e Lares privados e, nem até ao simples Café ou “Tasco” lá da “Terra”, para não falar dos chamados “sem abrigo”! Nesta perspectiva, torna-se urgente que os nossos “governantes” olhem, de frente, para essas importantes Instituições (Colectividades, Centros de Dia para a chamada “Terceira Idade”, etc., etc.), no sentido de obras de requalificação e ou preservação, bem como na atribuição de subsídios condignos e de acordo com as actividades desenvolvidas e, ainda, proporcionar aos agentes associativos (nomeadamente, aos jovens com escolaridade nessas importantes áreas e à procura do 1.º emprego), cursos de formação nas áreas do dirigismo associativo, bem como, nas das Artes (Teatro, Música, Poesia, etc.), da Educação Física (Ginástica, Desporto, de Manutenção, Dança, etc.) e, porque não, nas áreas do Artesanato Tradicional (na sua maioria em vias de extinção)! Mas atenção, senhores “governantes” (incluindo os senhores autarcas): É urgente que se faça o levantamento real das citadas Instituições, porque (muitas) só abrem as suas portas, como sendo, de facto, autênticos “tascos”. A estes, não deverá haver subsídios para ninguém! É que (tenho conhecimento), parte delas, acabam por receber subsídios idênticos àquelas que, com o sacrifício da tal “carolice”, proporcionam aos seus utentes (sócios, ou não) actividades, motivação e comodidade! Mas, outras, para além de receberem os tais subsídios, os seus “dirigentes” fazem destas “Casas Públicas”, autênticos espaços comerciais, ou seja: à noite, são Colectividades; durante o dia, substituem os Ginásios privados, recorrendo-se à habilidade do duplo registo de sócios (os efectivos e os temporários, enquanto utentes dos fictícios Ginásios, geralmente, destinados aos mais favorecidos).
Tudo isto para chegar à mediática discussão sobre a extinção e (ou) fusão de certas e determinadas Autarquias (Juntas de Freguesia), com a agravante de, à partida, serem extintas as de pequenas povoações (aldeias) do Interior, já, por si, prejudicadas, a todos os níveis, em relação às do Litoral! Veja-se o que se passa (por exemplo) com a extinção de certas e determinadas Escolas, naquelas parcelas do Mapa de Portugal! É que as pessoas que (ainda) lá vivem, também são gente (jovens e menos jovens), também são eleitores… numa só frase: Também são “Portugueses de 1.ª”, ou seja “Portugueses genuínos” que morrem, se forem “obrigados” a abandonarem as terras onde nasceram, aprenderam a dar os primeiros passos e (embora ainda hajam “analfabetos”, pela força das circunstâncias) os que puderam ter acesso à Escola: uns, pelo menos, aprenderam a ler e a escrever; e, outros, conseguiram completar a antiga 4.ª Classe de Instrução Primária! Bons tempos, para aqueles que tiveram a honra de atingirem aquele alto grau de escolaridade (alguns, com “distinção”)! É que, a antiga 4.ª Classe, em termos de conteúdo, era muito superior aos actuais 9.º e, até, 12.º ano de escolaridade, neste caso, “preparados” (?) para o acesso às Universidades. Coitados dos nossos doutores, engenheiros, advogados, homens de letras ou, simplesmente, licenciados! Coitada da Língua Portuguesa (basta ouvir os que aparecem, de surpresa, nos nossos televisores)! Enfim, coitados dos políticos que nos têm “desgovernado” desde o “25 de Abril” (que Deus o perdoe) e, implicitamente, coitado do nosso querido Portugal, chamado de “Democrático”, à procura (vejam só) do inventado “Choque Tecnológico” (chamem-lhe o que quiserem) e das “apregoadas” reformas, em “catadupa”, mas que, na sua maioria, não passam do papel ou das palavras de circunstância, nas “Campanhas Eleitorais”, nos “Estados Gerais”, na “Sociedade Aberta”, na “Opinião Pública”, no “Estado da Nação”, no “Diga lá Excelência”, na “Assembleia da República” (é uma vergonha ouvir a maioria dos representantes do povo que os elege!...), nas “Presidências Abertas” do “invernado” Soares, copiadas, com outro nome, pelo seu sucessor – o “bem intencionado” Sampaio –, quem (na minha opinião, pois sou um cidadão livre de um Estado de Direito e Democrático e, por isso, com “Liberdade de Expressão” (?) consagrada na “Sagrada” (?) Constituição da República, adulterada em relação à que foi aprovada, por maioria mais que absoluta, em 2 de Abril de 1976 – só votou “contra” o antigo CDS do, agora, “socialista” Freitas do Amaral).
Como ia dizendo, na minha opinião (contrária à de alguns “posicionistas”, bem acomodados), o “bem intencionado” Sampaio, saiu pela “porta pequena”! E, não julguem que digo isto com contentamento! Pelo contrário: Aquando da candidatura ao seu 1.º mandato, votei contra o seu principal adversário – aquele que havia deixado “órfão” o meu Partido (sou um “Social Democrata” identificado com Eanes, Sá Carneiro e, em Gaia, com Menezes - o Homem melhor posicionado para substituir o actual “líder” do PSD e, eventualmente, para ser o próximo Primeiro – ministro de Portugal, porque, com a sua forma de fazer “politica moderna”, actualizado, conhecedor dos “dossiers em cima da mesa” da Europa e do Mundo actuais, com as suas visão, ideias, projectos, “sonhos”, “engenharia financeira”, dinamismo, sentimentos, etc. (“dotes”, através dos quais, conseguiu pôr “Gaia na Frente” e no Mapa de Portugal), também poderá ser o político capaz de “Salvar Portugal”, com a mais – valia constitucional do actual Presidente da República e, em parceria, com o actual Mapa de Portugal em termos do “Poder Local”, que (como se sabe), está pintado com a cor “laranja” (ou “alaranjada”)! Este vosso concidadão comum não tem quaisquer dúvidas! Nesta perspectiva, Menezes, merece (sem dúvida) o apoio das bases do seu Partido e, depois… o apoio da “maioria” daquela franja do eleitorado que, por uma causa de “cidadania” (leia-se “estabilidade”), geralmente, fazem a diferença, dando, à partida, a “maioria absoluta”, a Bem de Portugal, ou, se quiserem, “A Bem da Nação”! Pelo menos, cumprem o seu direito (e o seu dever), conscientemente… e, por isso, ficam com força para intitularem de “mentirosos” (em termos políticos) àqueles que, uma vez sentados nas Cadeiras do “Poder” (as mesmas letras de “Podre”), não cumprem com as promessas apregoadas (leia-se “compra do voto”). Estes, só merecem um castigo – o mesmo que Sampaio aplicou ao “vitimado” Santana - ou seja, a pena máxima: 25 anos de total abstinência política – partidária! Se calhar e, atendendo às circunstâncias políticas, sociais e económicas – financeiras de um país de “tanga” (à beira do abismo), que herdou dos “desertores” Guterres e Barroso (a bem do prestígio, não pessoal, mas, sim, da nossa Pátria – como, “poeticamente”, diz o verdadeiro socialista Alegre e o 2.º mais votado nas últimas Presidenciais, à frente do candidato apoiado pelo seu Partido de sempre e que, até, foi um dos seus fundadores, tendo chegado à PR pelas mãos da saudosa Pintassilgo – Sampaio resolveu demitir Santana, pura e simplesmente “A Bem da Nação”! E, agora? Agora, Sampaio, não vai, concerteza, seguir os passos do seu antecessor, mas, sim (estou certo), praticar a sua modalidade desportiva preferida – O “Golfe” – à qual, tal como os “Safaris”, só têm acesso os “ricalhaços”. Assim, só me resta a expectativa, quanto ao novo PR! Sou como São Tomé (“ver para crer”)! Pelo menos, espero que vá estando por aqui, atento (e, não, por ali, em constantes passeios turísticos), que cumpra (não tenho dúvidas) e, principalmente, faça cumprir a Constituição (como “jurou”, no Acto de Posse), que não seja um mero “espectador”, que não confira “comendas” a torto e a eito… numa frase: Que não seja um “corta – fitas”, como afirmou, nos seus discursos contidos e estratégicos, durante a Campanha Presidencial! Pela 1.ª vez, temos um PR da área não socialista! Sim… Foram 20 anos de “Reinado” Socialista no mais alto cargo da Nação! E o que aconteceu, durante este longo percurso, desde o “25 de Abril”? Tivemos (e só) 3 governos que conseguiram cumprir os seus mandatos (2 de Cavaco e 1 de Guterres)! O actual, é o 23.º (6 provisórios e 17 constitucionais) e, por isso (vejam só), se, aos 32 anos de democracia, forem retirados os 12 correspondentes aos governos (completos), chega-se à conclusão de que, em 20 anos, tivemos 20 governos (incompletos), ou seja, em média, 1 governo por ano!
“Assim não vamos lᔠ(in “blog” de Luís Filipe Menezes). Caro Dr. Menezes, sejamos optimistas, porque… “mais vale tarde que nunca” e… “enquanto há vida há esperança”! E, já agora (enquanto português), “A Bem da Nação… Deixem-me sonhar”!...
José Duarte Amaral
publicado por quadratura do círculo às 16:06
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