Quinta-feira, 23 de Março de 2006

Jorge Costa - Perfume do Poder

Este fim-de-semana assistiu-se mais uma vez a um espectáculo demonstrativo da verdadeira essência dos nossos partidos políticos.
Quando afastados do poder e das prebendas que podem propiciar aos seus mais destacados militantes, degladiam-se em lutas fraticidas.
O mais lamentável disto tudo é que nenhum dos partidos que tem tido o poder em Portugal está imune a este fenómeno, ao longo do tempo tem-se revezado nas crises depressivas de contestação das lideranças, mais ou menos subreptícias, quando na oposição.
Paulo Portas após uma clamorosa derrota, sonha com o regresso nem que seja como eminencia parda de um qualquer testa de ferro.
Ribeiro e Castro ainda que eleito em Congresso e reeleito em Directas não controla o Grupo Parlamentar que lhe é completamente adverso e que defende uma linha política autónoma em relação à liderança duplamente legitimada.
Com a marcação do próximo congresso electivo, Ribeiro e Castro vai conhecer a sua terceira legitimação e aos mesmo tempo sentir que os oficialmente seus deputados continuam a tentar cavar-lhe a sepultura.
No PSD, partido particularmente vocacionado para o Poder, o espectáculo é semelhante!
Abundam os candidatos a líderes, com propostas de prática de oposição alternativas, e que dizem de Marques Mendes o que Mafoma não disse do toucinho. Veremos que nas Directas em Maio, apesar da maledicência, nenhum candidato alternativo se perfilará para deslustrar a sua vitória. Preferirão continuar a roer-lhe as canelas, cozinhá-lo em lume brando.
Como é difícil a vida do gerente em tempo de crise, de vacas magras para as sinecuras inerentes ao exercício do Poder, e de travessia do deserto.
O Governo e o Partido Socialista estão como peixe na água neste ambiente.
Os militantes do PS ainda que não completamente satisfeitos, principalmente quando a agenda política tanto se assemelha àquela que anteriormente contestaram, vão-se mantendo calmos por acharem que chegou a sua vez de aproveitar qualquer coisa que surja e também receiam ser acusados de criarem dificuldades ao Governo.
O campo da oposição está aberto para os partidos parlamentares à esquerda do Governo que tentam encarnar o descontamento popular ainda que convenhamos sem grande êxito.
Aparentemente, o eleitorado está por tudo na esperança que finalmente o país tome um rumo, principalmente depois dos últimos desvarios protagonizados pela gestão de Santana Lopes.
Perplexidade é o que se sente quando nos falam em profunda crise e se assiste a propostas de compra de empresas bilionárias, mas como diz a vox populi quem o tem é que o troca, e as crises nunca foram para todos.
Aguardam-se os próximos capítulos desta novela que é a nossa vida e a História do nosso país.
Jorge Costa



publicado por quadratura do círculo às 19:55
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