Segunda-feira, 13 de Março de 2006

Bernardino Alves - Directas no PSD

Devo admitir que ao proferir este tema, falo com o “coração nas mãos” porque milito no Partido Social Democrata Português e porque estarei presente no XVIII Congresso como delegado.
Cidadania e participação política são conceitos que estão na ordem do dia, como nos demonstram acontecimentos recentes. O papel dos partidos políticos necessita, como tem sido habitual, de se renovar e de acompanhar as transformações que se vão verificando como em todos os Fenómenos Sociais.
Logo, a sua orgânica deve “refrescar-se” de tempos a tempos. Este é o tempo certo para mais uma etapa de transformações no Partido Social-democrata Português.
Neste contexto, a forma como escolhemos o nosso primeiro líder é central.
Não é intelectualmente sério tentar demover um cidadão para militar neste partido, convencendo-o a partilhar regras, normas e princípios e, simultaneamente, fazê-lo entender que não tem o direito de, directamente, pelo seu sentido de responsabilidade, e de contributo individual insubstituível, escolher o seu líder numero um.
Nos tempos que correm, não é possível dizer ao comum dos militantes, sem visibilidade, afastado da participação, que militamos todos pelas mesmas causas, porém, uma pequena minoria assume a responsabilidade de responder pela esmagadora maioria, com a desculpa da representatividade.
A representatividade é imprescindível à democracia, no entanto, actualmente, não poder ser um “mau exemplo de paternalismo atrasado”.
Qualquer cidadão activo deve sentir que pode ser influente na escolha do seu líder, mesmo que seja “apenas” pelo direito ao voto. A participação e a responsabilidade estão de mão dadas com o grau de influência individual que possamos sentir nas nossas escolhas.
Não deve, também, existir qualquer constrangimento económico para se exercer o voto, ou seja, nenhum dos militantes do PSD deve estar obrigado ao pagamento de quotas para poder votar.
É mais do que tempo para se criarem mecanismos que possibilitem a participação directa de todos os militantes para escolher o primeiro representante.
Note-se, estamos a falar de participação e representatividade! Por este motivo, aqueles que defende que o “fascino” dos congressos se perde, não tem razão. O congresso só fica a perder enquanto palco de representação política, tal como acontece num palco de teatro.
Se assim não for, alguém há-de assumir a responsabilidade por um partido mais cinzento e desinteressante, principalmente para as gerações mais novas.
Bernardino Alves
publicado por quadratura do círculo às 18:25
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