Segunda-feira, 13 de Março de 2006

Amora da Silva - Desabafos dos professores

Em blogs, cartas aos directores, correios dos leitores circulam com frequência textos de professores, como nunca antes acontecera. São, na sua maioria, textos que não procuram razões ou argumentos, que não defendem causas nem respeitam factos que, acima de tudo procuram dar conta de um mal-estar. São textos de desabafo e de queixas. E de revolta: contra os encarregados de educação e famílias que não se interessam pela aprendizagem e educação dos filhos; contra os alunos que são indisciplinados; contra os sindicatos que mais que defenderem os interesses dos professores se defendem a eles próprios; contra a Ministra da Educação que os obriga a cumprir um horário de trabalho; por causa das aulas de substituição começam a ser contra os colegas faltosos. Curiosamente não se têm visto professores contra Conselhos Executivos que é quem hierarquicamente mais próximo os obriga ao cumprimento do horário. Porquê?
Mas não é ridículo que alguém se sinta desiludido, desmotivado, revoltado porque é obrigado a cumprir um horário? Se me disserem que querem cumprir um horário mas que o seu cumprimento não seja minimamente controlado continuarei a achar ridículo. Se me dizem que as escolas não têm condições de trabalho perguntarei por que é que só agora reclamam da inexistência dessas condições. Ao ler alguns textos ficamos com a impressão que os professores pensam ter direito ao salário porque trabalham por vocação, porque trabalham por carolice, porque sentem uma especial motivação ou um especial prazer e não simplesmente porque são profissionais com direitos e com deveres. Aqueles a quem acrescem todas essas qualidades acrescentadas de empenho, responsabilidades e resultados deveriam lutar por uma avaliação que os diferenciasse da massa daqueles que cumprem apenas razoavelmente (que em todas as profissões será a maioria). É esta elite que em vez de ser puxada para a mediocracia poderá puxar para a excelência. Tudo isto se este grupo profissional que é o grupo que na sociedade mais avalia) não sentisse um calafrio quando se fala de avaliação.
Amora da Silva
publicado por quadratura do círculo às 18:22
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