Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2006

Mário Martins Campos - Relação Governo-partido

José Socrates foi claramente identificado, no rescaldo das eleições Presidenciais, com o principal derrotado, em todo o processo.
Cabia-lhe gerir essa derrota da melhor forma que soubesse ou pudesse.
Era impossível escamotear responsabilidades ou ocultar a realidade, ignorando-a ou apresentando-a com outras tonalidades, mais suaves e amenas.
Era importante, contudo, que este não fosse porém, um processo de auto-consumação política, que fizesse o País entrar numa crise sem retorno, deitando todo o caminho andado, durante quase um ano, para o lixo.
José Socrates percebeu isso, e fez aquilo que deveria fazer. Assumir os seus erros perante os seus pares, e garantir um conjunto de medidas, capazes de minimizar os problemas futuros.
Socrates, percebeu que era importante unir o partido, e sobretudo unir o partido em torno do governo, por forma a que o resultado das eleições, não abrissem uma caixa de pandora, capaz de criar a entropia suficiente, para desviar o governo do essencial, tendo que conduzir batalhas completamente acessórias.
Assim, tomou a decisão de tomar nas suas mãos a liderança, da coordenação da ligação entre o partido e o governo, por forma a garantir a necessária coesão, capaz de garantir a estabilidade, desejada e necessária.
Esta é contudo, uma solução com um conjunto de preocupações apensas, para o PS e para o País.
É importante que com esta estrutura, não se esvazie o papel do partido, face ao governo, tornando-se um simples suporte numérico parlamentar, das decisões deste, sem capacidade de ser mais do que uma caixa de ressonância das decisões governamentais, e sem capacidade para ter voz própria, dentro e fora do parlamento, junto da sociedade.
É importante, que a proximidade do PS do poder, não lhe tolhe a capacidade de chegar junto da sociedade, perceber as suas preocupações e anseios, e o faça submergir no poder.
Por outro lado, é importante que o Eng, José Socrates, não seja levado a conduzir as políticas governamentais, balizado pelas lógicas partidárias, que tantas vezes fazem desviar o rumo, entre o que é essencial ou simplesmente acessório.
Do equilíbrio entre o Governo, o P.S., a oposição e a sociedade civil, frutificará a solução.
É importante que cada um saiba cumprir o seu papel.
Portugal precisa e a democracia agradece!
Mário Martins Campos


publicado por quadratura do círculo às 19:32
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