Terça-feira, 10 de Janeiro de 2006

Jorge Costa - Fora dos partidos

“Verdades mais fortes que algemas…
Eu venho incomodar.
Trago palavras como bofetadas
e é inútil mandarem-me calar.”
- In Poesia de Manuel Alegre

A partir das múltiplas sondagens referentes às eleições presidenciais que existem já é possível tirar algumas conclusões das actuais tendências de voto:
—a clara liderança da candidatura de Cavaco Silva em relação a todos as outras, variando a hipótese ou não de uma segunda volta;
—o empate técnico entre as candidaturas de Manuel Alegre e Mário Soares;
—o elevado número de indecisos ou que não clarificam o seu voto, num valor próximo do milhão de eleitores;
—quando se equaciona a hipótese de segunda volta, é unânime em todas que a colocam, que o adversário de Cavaco Silva que obtém melhor resultado é claramente Manuel Alegre.
As conclusões enunciadas são à luz da actualidade, incontroversas.
Estranha-se assim que alguns, contra todas as evidências, continuem a negar ser Manuel Alegre o verdadeiro adversário do antecipadamente proclamado candidato Cavaco Silva na corrida a Belém.
Sem as aceitar, ainda se compreende as razões que levam os concorrentes directos a dizê-lo, mas só um pensamento estreito e formatado na lógica da exclusiva dinâmica partidária e que esquece a participação popular e a afirmação da livre cidadania, pode justificar que analistas ditos independentes participem na mesma mistificação.
Se outras virtudes não tivesse, a candidatura de Manuel Alegre, com o reforço da sua afirmação que vem demonstrando, pela mobilização empenhada de cidadãos livres que até andavam ou se tinham afastado da política activa, apresenta um grande mérito.
A dinâmica eleitoral mostra que o povo português está cada vez mais disponível para claras respostas de cidadania, principalmente quando aqueles que pretendem orientar o seu pensamento mais não têm conseguido que conduzir-nos ao aparente beco sem saída em que nos encontramos. Desde a 2ª guerra mundial que Portugal não conhecia um período de empobrecimento tão prolongado em relação à Europa, o que demonstra a falência das nossas lideranças tradicionais.
Ninguém é contra os partidos, que têm um papel fundamental em Democracia, mas esta Campanha Eleitoral é a demonstração prática e clara que há mais vida para além dos partidos e que os políticos instalados têm de ter esta realidade cada vez mais em consideração.
Portugal e os portugueses merecem melhor do que aquilo que tem tido até hoje. As Presidenciais são a primeira oportunidade de dar a volta ao estado a que isto chegou. (...)
Jorge Costa
publicado por quadratura do círculo às 18:29
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