Terça-feira, 10 de Janeiro de 2006

Mário Martins Campos - Estabilidade política

Lá diz a sabedoria, que não se pode enganar a todos, toda a hora.
Cavaco Silva tem querido transmitir a imagem de um conciliador, capaz de se colocar em sintonia com o Governo, potenciando as políticas seguidas por este, para fazer face aos graves problemas que o País atravessa. Já o ouvimos, mesmo elogiar a orientação estratégica do Governo. Enfim, uma imagem capaz de o fazer encaixar no perfil que a constituição guarda para o Presidente da Republica, de mobilizador e conciliador da sociedade no seu todo.
Alguns, já repararam que algumas das suas opiniões, das suas propostas e intenções, vão muito para além do papel constitucional do cargo a que se candidata. O seu perfil pessoal, também o faz parecer um actor na busca incessante de um papel, que não é o seu, e no qual tem dificuldade de encaixar.
No entanto, e apesar destes reparos, toda a sua campanha, tem sido no sentido de mistificar estas evidências, mas um dia elas teriam de se tornar claras.
Hoje (9 Jan. 06), em entrevista ao Jornal de Negócios, a capa caiu, e foi por demais evidente que a opinião do Prof. Cavaco Silva, em relação ao Governo do País, se resume a uma frase: “O País está sem Rumo!” .
A pergunta que fica, é a seguinte: Como é que isto encaixa, com a promessa de colaboração, mobilização e conciliação, em torno de um projecto, que lembre-se, foi sufragado pelos Portugueses, de forma clara, há menos de um ano?
Pois é, a estabilidade seria apenas uma palavra vã, para usar quando bem ficasse no discurso, e seria uma simples miragem na acção.
Com Cavaco na Presidência, atravessaríamos certamente um período de conflitualidade institucional, que apenas adicionaria problemas, aos graves problemas já existentes e à sua resolução.
Já Soares, tem provas dadas, no que diz respeito à gestão das relações institucionais e isenção política. Foi o promotor do maior período de estabilidade política, a bem do interesse nacional, e da única vez que dissolveu a Assembleia da Republica, fê-lo com a convicção que estaria a possibilitar a primeira maioria absoluta, ao seu actual adversário.
Mais do que qualquer interpretação, análise de caracter ou construção eleitoral, os factos falam por si.
Mário Martins Campos



publicado por quadratura do círculo às 18:09
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