Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2005

Jorge Costa - Ética Republicana

O ambiente envolvente da pré-campanha eleitoral para a Presidência da República faz-nos recordar o escritor neo-realista Carlos de Oliveira e o seu poema de 1968, “Livre (não há machado que corte)” e George Orwell e o seu livro de 1945, “O Triunfo dos Porcos” e simultaneamente reflectir como algumas verdades parecem ser imunes à passagem do tempo, eternizando-se.
Quando parecia que a disputa eleitoral se iria resumir ao embate entre duas figuras míticas da política portuguesa, quais fénix renascidas, apareceu a intrometer-se um espírito inquieto e desassossegado que veio baralhar as contas aos estados-maiores do establishement.
A candidatura independente de Manuel Alegre, apoiada num cada dia mais forte movimento cívico de mulheres e homens livres, tem simultaneamente causado os maiores engulhos a todos aqueles que instalados, são adeptos do não façam ondas e motivado um crescendo de mobilização e empenhamento na sociedade portuguesa que há muito não se via.
Desassombrado, habituou-nos desde sempre a ouvi-lo dizer o que pensa, muitas vezes longe do politicamente correcto. Apesar de militante partidário, comporta-se sempre como uma consciência livre com profundas preocupações éticas e de solidariedade.
Numa época em que o descrédito junto da população de alguns grupos sócio-políticos ou profissionais se torna cada vez mais evidente e comprovado por diversos estudos de opinião, alguém que não teme tomar posição, sem calculismos, mesmo contra a prática dominante só poderia ter uma grande aceitação popular.
Os seus inimigos parecem não perceber que quanto mais primários forem os ataques que lhe fazem, mais reforçam o apoio popular à sua candidatura.
Como poderá o eleitorado perceber que a sua ausência na votação do Orçamento de Estado seja entendida como um crime de lesa Pátria, quando foi o mesmo que fizeram 45 deputados (quase 20 por cento da Assembleia), entre eles António Vitorino, José Lamego e Braga da Cruz, e só ele tenha sido verberado.
Já Orwell dizia que somos todos iguais, mas há uns que são mais iguais que outros.
Como princípio básico da Ética República temos o dever do assumir das divergências e discuti-las frontalmente mas sempre baseados em argumentos verdadeiros: Assim como se explica que se utilize como argumento supremo e final para censurar a ausência da votação a este deputado a Constituição, que nada refere a este propósito.
Houve uma vantagem, ficou a saber-se que apesar das suas pretensões a Constitucionalista, Vitalino Canas nunca poderá ser candidato a Presidente da República, pois um dos deveres do cargo é a defesa da Constituição, e não se pode defender o que se desconhece ou tenta manipular.
Parafraseando o segundo Mandamento da Santa Madre Igreja, não evoques a Constituição em vão!
Se não há machado que corte a raiz ao pensamento, também não serão contrafacções manhosas e facilmente desmontáveis que poderão travar a alegre caminhada para Belém a um candidato que indo ao encontro dos anseios mais profundos do nosso Povo defende um Portugal de Todos, Livre, Justo e Fraterno, e cuja eleição será um motivo do Orgulho Nacional!
Jorge Costa
publicado por quadratura do círculo às 19:32
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