Quarta-feira, 28 de Junho de 2006

Mário Martins Campos - "Silly season"

Este ano a Silly Season começou mais cedo e durará mais tempo.
O futebol tomou conta da agenda, fazendo passar para segundo plano, as verdadeiras questões, que devem e têm de preocupar os Portugueses. A seguir ao mundial de futebol, virá a época estival, e com isto estamos no Outono, com 5 meses perdidos, entre dribles, banhos e alguns golos.
O País atravessa um período de dedicação exclusiva ao espírito nacional, mas não àquele que se materializa em esforço e dedicação, na resolução dos principais problemas nacionais.
Todos vibramos com a classe de Figo, com os golos de Pauleta, todos ficamos deslumbrados com as fintas de Ronaldo, mas todos devemos pensar no que ficará, quando a poeira levantada pelos rasgos de génio assentar, e ficar apenas um estádio vazio, sem bandeiras, nem motivos de comemoração.
O País vai andando em paralelo com a realidade, seria importante que sem deixar a emoção de lado, se retornasse, de vez em quando à razão.
O Presidente da República assinalou os primeiros 100 dias da sua acção, onde têm existido momentos de assinalável alinhamento e suporte às políticas Governamentais, nomeadamente no que diz respeito aos temas dos primeiros roteiros.
As preocupações com as deficiências estruturais da nossa sociedade, quer em termos sociais, quer em termos económicos, têm sido as pedras de toque da acção Governativa, que foram agora sustentadas pelas acções Presidenciais.
O Presidente da República tem tido uma postura positiva, tentando alavancar o País, atrás de exemplos positivos, que em nichos de excelência se encontram por aí. Da acção social, às actividades económicas, existem bons exemplos que importa sublinhar, por forma a que se tornem bons modelos, alinhados com as definições estratégicas do Governo.
O País distraído, incluindo o “País Politico”, não tem dado a merecida atenção, a este alinhamento institucional, que é não só importante, mas sobretudo fundamental, para levar Portugal a encontrar as soluções urgentes, para as nossas debilidades.
A oposição, não sei se por distracção ou desconforto político, também tem passado ao lado de tudo isto. Estranho é, que depois das legitimações internas, que os líderes do PSD e do PP sofreram, a sua presença se tenha esfumado.
Será que também eles estão em estágio? Alguém lhes pode dizer que não fazem parte das escolhas de Scolari?!
Mário Martins Campos



publicado por quadratura do círculo às 19:22
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