Segunda-feira, 14 de Novembro de 2005

Jorge Costa - Novo Messias

Por todo o país anuncia-se em cartazes a chegada do novo Messias.
Os cartazes tendo em destaque a esfera armilar, dizem-nos que Portugal precisa de quem os vê e promete um Portugal Maior.
Na sua última passagem pela terra, que durou doze anos e já lá vão dez, não se pode dizer que tenha deixado saudades. A comprová-lo está a clara derrota na anterior tentativa de chegar a Belém.
Fez uma retirada estratégica de travessia do deserto, pontuada aqui e ali com doutas declarações escritas ou orais, e foi alimentando o mito do Salvador que quando teve funções executivas não conseguiu ser.
Ainda há quem recorde a sua afirmação, de mau prenúncio, de que o excesso de trabalhadores da função pública apenas se podia resolver com a sua morte. Tipo solução final, de outras eras e lugares de má memória.
Se com problemas estávamos quando teve funções executivas com eles ficámos, alguns deles agravaram-se mesmo. Com ele a função pública cresceu em 250 mil funcionários, o défice superior a 5,5 por cento, o insucesso e abandono escolar aumentaram, o desemprego também, a nossa desqualificação manteve-se, ou mais grave ainda aprofundou-se apesar das verbas gastas através do Fundo Social Europeu.
As melhorias foram nas infra-estruturas, o betão, e no parque automóvel entre aqueles que oportunisticamente aproveitaram a chuva de dinheiro europeu.
Será que neste tempo de ausência presente descobriu a poção mágica que resolverá todos os nossos problemas, para matar o monstro que ele próprio criou?
Duvida-se!
Para quem raramente tinha dúvidas e nunca se enganava, as suas aparições públicas tem-no mostrado demasiado gaffeur. Auto-intitula-se presidente antes de tempo, mostra a sua simpatia pela, em boa hora, extinta assembleia nacional e diz que as próximas e importantes eleições são autárquicas.
Com tantos lapsos ainda se engana na fórmula da poção e transforma-nos a todos em sapos.
Olhando para os cartazes que anunciam a boa nova (?) e a sua simbologia em que se destaca a esfera armilar, símbolo do império e a conclamação à mobilização para o objectivo de um Portugal Maior.
As actuais fronteiras já têm 30 anos, como ao contrário da Holanda não existe nenhum projecto de conquista de terra ao mar e o tempo das caravelas já passou há muito, só podemos crescer à custa da nossa vizinha Espanha.
Andam os Reis de Espanha distraídos no enleio da nova infanta Leonor, José Luís Zapatero (primeiro-ministro espanhol) preocupado com o novo estatuto autonómico da Catalunha e a modificação da Constituição para alterar a linha sucessória do reino e os portugueses comandados pelo novo Redentor preparam-se para uma reviravolta do mapa e da história europeia.
Cavaco Silva prepara-se para fazer esquecer a Padeira de Aljubarrota.
Que iremos anexar? A Galiza, a Andaluzia ou a Extremadura? Ou todas elas?
Os nuestros hermanos que se cuidem!
Jorge Costa
publicado por quadratura do círculo às 20:05
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