Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2006
Reclamar é um direito do consumidor. Quer consuma um electrodoméstico, um automóvel ou um apartamento. Deve ser um acto responsável do participante, aceite com naturalidade pelo participado! Antes de tornar obrigatório o Livro de Reclamações em todas as actividades de prestação de serviços com contacto com o público, impunha-se uma campanha de sensibilização, mesmo superficial, sobre o acto. Ás vezes, quando nos regurgita a acidez do estômago, procuramos, avidamente, um pobre mortal para descarregar toda essa azia que tomou conta de nós. É uma disposição do nosso espírito, do nosso carácter. Na falta dessa tal alfabetização reclamativa corremos o risco de entupir Secretarias e Gabinetes, com participações sobre o cimbalino que foi servido frio ou a falta de um cotonete numa caixa de 100! Mas o caso torna-se mesmo caricato, quando, a partir de Janeiro, pedir o livrinho e o mesmo não estar disponível por incompetência do Ministério da Economia na sua distribuição. A quem devemos reclamar, Senhor Ministro Manuel Pinho?
António Carvalho
Afinal, o que podemos esperar da Campanha Eleitoral para a Presidência da República (PR)?
Até agora, a ideia que fica é só uma: derrotar o Prof. Cavaco! Quererá isto dizer que não haverá PR para além do Senhor de Boliqueime?
Depois de os últimos 10 anos de Belém ficarem gravados na história com a frase do estou atento, é natural que surja a pergunta, para que serve o PR e todo o seu ceptro de aios e pajens. Meros jarrões decorativos da Companhia das Índias? Pelo caminho que as Presidenciais trilham, não se vislumbra no horizonte um debate de ideias esclarecedor para a nação. Nos dias de hoje já ninguém acredita em super homens e em super mários e até mesmo os homens aranha preferem o aconchego das suas urdiduras!!!
António Carvalho