Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2006

Mário Martins Campos - Flexisegurança

O modelo de relação entre a flexibilização das leis laborais e os níveis de suporte social, a que se chamou “Flexigurança”, é um modelo assente em dois pilares.
 
A Flexibilidade, permite aos empresários uma maior liberdade e agilidade na gestão da sua empresa, com a expectativa de que o aumento dos benefícios, corresponda a um aumento da competitividade económica do tecido industrial, numa economia global, com o consequente retorno para a riqueza nacional.
 
Por outro lado a Segurança Social, que com base num aumento dos níveis de suporte ao desemprego e à promoção do emprego, pretende amenizar os efeitos colaterais de um aumento de instabilidade.
 
Dito isto, importa referir algumas premissas, que considero essenciais para a implementação com sucesso, de um modelo desta natureza.
 
  1. A Mentalidade dos empresários. Os empresários terão de aproveitar um modelo desta natureza, para promover o crescimento económico e o seu nível de adaptação a um mercado global, extremamente exigente, competitivo e flexível. Se os empresários virem nesta oportunidade, a chave para utilizar a força de trabalho, sem regras e sem uma perspectiva clara de acréscimo de valor, não imediatista ao seu negócio, estaremos certamente no mau caminho, e o risco é grande.
  2. As Finanças Publicas. O aumento do investimento do estado na segurança e na promoção do emprego, com politicas activas de emprego e de qualificação dos Portugueses, necessitará de umas finanças públicas, capazes de albergar este esforço complementar, em nome de um retorno para a economia nacional. Como tal, teremos de passar por um processo de consolidação orçamental, que poderá não ser imediato.
  3. A Qualificação dos Portugueses. O capital humano nacional, possui baixos níveis de qualificação académica, cultural e profissional, dificultando desta forma a adaptação a um modelo de sociedade, onde o desemprego poderá ser visto como uma oportunidade, onde o emprego e até a própria profissão não são para toda a vida. Falta-nos pois nesta matéria, um investimento claro nas nossas pessoas, que permita dotar o nosso País de uma Sociedade culturalmente evoluída e profissionalmente desenvolvida.
 
Penso contudo, que é positivo debatermos na sociedade nacional, os bons exemplos que vêm dos Países mais desenvolvidos do Mundo, onde os modelos Sociais-Democratas mostram as suas virtudes. Se outro aspecto não se retirar deste debate, estou certo que se retirará a constatação das nossas limitações, para fazer face a um modelo de equilibro perfeito entre a economia e a protecção social. 
Mário Martins Campos
publicado por Carlos A. Andrade às 19:16
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