Terça-feira, 31 de Janeiro de 2006
O governo em funções tem como grande bandeira uma suposta atitude reformadora/moralizadora do Estado Portugal. No entanto o Sr. Primeiro-Ministro, cabeça-de-cartaz do referido governo ainda não demonstrou conhecer uma das regras fundamentais da vida em sociedade: não podemos criticar a organização da casa do vizinho sem a nossa primeiro estar arrumada. E a casa do Sr. Primeiro-Ministro não está arrumada.
Portugal tem cerca de 10 milhões de habitantes, dos quais nos dizem que 700.000 serão funcionários públicos. Ao contrário do que deveria acontecer 9.300.000 pessoas vivem em função de 700.000. Será isto correcto? Um PM que diz ao seu pais que tem que produzir mais, pode permitir que os cidadãos que têm um horário laboral normal tenham que faltar ao trabalho sempre que tenham que ir ao médico, ás finanças, aos cartórios, a qualquer serviço público que deveria funcionar em função da maioria esmagadora dos cidadãos do seu pais e não da minoria que neles trabalha? Quantos milhões de horas de trabalho, quantos milhões de euros de riqueza se perdem todos os anos por isto? Será tão difícil assim colocar uma repartição pública a funcionar em horários compatíveis com a vida do cidadão comum? Será tão difícil aos dirigentes deste País abrirem os olhos para os reais problemas? Nenhum governo, com um mínimo de dignidade pode chegar à beira dos cidadãos que dirige e apontar o dedo sem primeiro se olhar ao espelho!
Para terminar, uma questão: Para quando um Ministério da Simplificação/Descomplicação do dia-a-dia dos Portugueses?
Vítor Sá Fernandes