Quinta-feira, 24 de Novembro de 2005
O Ministério da Saúde quer que os hospitais gastem apenas mais 4% em medicamentos no próximo ano de 2006, em relação ao presente. Com intenções destas, caminhamos para uma espécie de quotas de mercado no que respeita a doenças. O Estado, por decreto, pode definir que a Sida afecte apenas dois por cento de portugueses, os AVCs afectem sete por cento e o cancro do pulmão, após franco e aberto diálogo com as tabaqueiras, possa atingir um máximo de quinze por cento. Como forma de poupar, também o recurso a substâncias neutras sem qualquer efeito farmacológico, tipo comprimidos de farinha de trigo ou xaropes de açucar caramelizado, poderão levar os doentes a experimentar um alívio de sintomas pelo simples facto de acreditarem nas propriedades terapêuticas do produto.
Vilar de Perdizes e o Padre Fontes, enquanto icones da medicina popular, tem assim as portas abertas a um futuro risonho no incremento de regressões cármicas, sapos, cobras e sobrenaturais Barrosãos!!!
António Carvalho